domingo, 13 de fevereiro de 2011

EU APOIO ESTA TROCA - TROQUE 01 PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES

O salário de 344 professores que ensinam = ao de 1 parlamentar que rouba
Essa é uma campanha que vale a pena!

Repasso com solidária revolta!
Prezado amigo!
Sou professor de Física, de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00

Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$440,00. Será que alguém acha que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar? Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro!
Descobri que um parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2 milhões por ano... São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$11.545.
Na Itália, são gastos com parlamentares R$3,9 milhões, na França, pouco mais de R$2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e na vizinha Argentina R$1,3 milhões.
Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior !
Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema será:

'TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES'.

Repassar esta mensagem é uma obrigação, é sinal de patriotismo, pois a vergonha que atualmente impera em nossa política está desmotivando o nosso povo e arruinando o nosso querido Brasil.
É o mínimo que nós, patriotas, podemos fazer.

FRASE DO DIA

"A bondade consiste em estimar e amar os outros para além do que eles merecem"

BIG BROTHER BRASIL - (Luiz Fernando Veríssimo)

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.

Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?

São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.

domingo, 30 de janeiro de 2011

QUALIDADE NOS SERVIÇOS DE SAÚDE

A busca pela melhoria, pelo aperfeiçoamento e pela realização sempre foi uma constante no que se refere à qualificação. O enfoque na qualidade evoluiu à medida que as relações econômicas do homem se tornaram mais complexas. A complexidade dessas relações propiciou que a qualidade passasse por várias fases: a artesanal; pela inspeção do produto; a de colonização, onde a qualidade era diretamente proporcional à experiência e a técnica de quem fazia; a fase da mecanização, onde não havia o controle da qualidade dos serviços em gerenciamento científico, tendo como enfoque a execução das tarefas, comprovação dos resultados; nessa fase destacam-se os pensadores Frederick Taylor, Fayol e Henry Ford e, finalmente, fase do século XX com a verdadeira explosão da indústria de bens e serviços.

Quando se fala em qualidade, encontramos uma diversidade de conceitos que traduz desde expectativas mais intimas das pessoas, suas experiências anteriores, necessidades, opções de que dispõem para satisfazê-las, até a percepção de valor agregado, de custo/benefício, a sensação de estar fazendo um bom negócio, a confiança no produto, serviço, marca, na empresa ou na instituição de cuidados.

Mediante várias definições de qualidade ja vista a que melhor se adequa é que esta ocorre quando um serviço atende perfeitamente, de forma segura e no tempo certo às necessidades do cliente sendo esta alcançada quando existe um projeto perfeito, com baixo custo, segurança para o cliente, entrega no prazo, no local e na quantidade certa. Seguindo esse pensamento, Campos (1999) afirma que a qualidade de um produto ou serviço está diretamente ligada à satisfação total do consumidor.

Os profissionais de saúde, durante o seu processo de formação, são orientados para buscar a melhoria para restauração da saúde do paciente, ou quando isto não é possível, melhoria das suas condições de vida, melhoria dos métodos e técnicas de diagnósticos e de tratamento, simplificação dos procedimentos, obtenção de resultados melhores, o que torna a qualidade intimamente ligada as Ciências da Saúde.
Sabemos que a saúde foi um dos últimos setores a aderir a qualidade e que, vem ao longo dos anos tentando atingir o desenvolvimento obtido pela indústria, comércio e outros serviços, onde a qualidade é tão importante. Porém, ainda não foi desenvolvido um projeto na saúde que tenha eficácia, devido à sua dificuldade de elaboração dos pontos a serem abordados apesar de existirem vários programas de qualidade que podem ser implantados na área de saúde.

Sabemos ainda que os serviços de saúde atendem a necessidades complexas e variáveis e não podem ser totalmente padronizados. Os profissionais precisam de autonomia para traduzir normas gerais a casos particulares, decidir como e qual serviço prestar para atender às necessidades de saúde dos pacientes.

As organizações de saúde dependem do trabalho de profissionais da saúde e de outros grupos de trabalhadores que não são profissionais de saúde, resultando numa heterogeneidade que dificulta a construção do espírito de equipe. É um contexto de recursos limitados e necessidades sempre múltiplas, ilimitadas e variáveis. O ambiente é propício a conflitos entre atores com diversos interesses, nem sempre convergentes, o que demanda um processo de negociação permanente. Torna-se um grande desafio à gestão dos serviços de saúde considerar o conjunto de demandas e necessidades, numa ética que contemple os interesses da coletividade e as necessidades de usuários e dos diversos grupos de trabalhadores da saúde.

O trabalho em saúde acontece majoritariamente na modalidade de trabalho coletivo multiprofissional e em cooperação, mas geralmente por meio de ações fragmentadas, em que cada área técnica se responsabiliza por uma parte da atividade. O trabalho da equipe multiprofissional de saúde é um trabalho coletivo marcado por uma relação recíproca entre as múltiplas intervenções técnicas e pela interação dos diferentes profissionais. Contudo, a multiprofissionalidade não tem garantido respostas adequadas à complexidade das demandas assistenciais.

Essa equipe prescrita é um elemento importante, mas sua definição é insuficiente para compreender as trocas entre as pessoas para a realização da atividade e para torná-la mais eficaz. A atividade de trabalho de uma equipe se integra permanentemente com outros serviços e outras equipes existindo assim uma rede relacional mais ou menos informal que se constrói no trabalho coletivo.

DIFERENÇAS NAS DIFERENÇAS

A comunicabilidade inter-profissional é fundamental para o processo de assistência em saúde. O desenvolvimento de atividades através de troca de informações é crucial visto a visão eclética destes profissionais no âmbito de prestar os cuidados necessários.

Não basta apenas ter uma eficaz comunicabilidade entre colegas quando nós não conhecemos a realidade do usuário. Como no texto diz os agentes comunitários de saúde favorecem este meio de alimentação de informações entre usuários e profissionais e assim o SUS deve estar organizado sempre para manter cada vez mais íntima essa aproximação paciente-profissional afim de haver uma maior interação profissional-paciente.

As histórias sobre atendimento médico ou de saúde que são contadas pelas pessoas raramente elogiam a habilidade desses profissionais em comunicar adequadamente e com eficácia. Habitualmente, as pessoas criticam os jargões que são utilizados, a ausência de feedback ao paciente e os cuidados despersonalizados. Não há dúvida de que a qualidade da comunicação com o profissional de saúde é importante para os pacientes. a comunicação precária entre o profissional de saúde e o paciente tem estado relacionada à baixa resolutividade e qualidade da assistência prestada, bem como a não adesão do paciente ao tratamento.

As pessoas freqüentemente julgam a adequação dos cuidados de saúde com base em critérios que são irrelevantes no que se refere à qualidade técnica. Embora sejamos capazes de discernir sobre um caso flagrante de incompetência, a maioria das pessoas não possui conhecimentos suficientes sobre medicina e padrões de atendimento que possibilitem uma avaliação sobre os cuidados recebidos.

Na medida em que as pessoas leigas são, de modo geral, juízes precários da qualidade técnica do cuidado, elas freqüentemente julgam esta qualidade técnica com base na maneira como o cuidado foi dispensado. Assim, um profissional interessado e atencioso é freqüentemente julgado como competente, enquanto um profissional frio pode ser julgado como incompetente tecnicamente. Na verdade, a qualidade técnica do cuidado e a maneira como este cuidado é dispensado são fatores independentes. Mesmo assim pode-se concluir que a comunicação entre o paciente e o profissional é um ponto essencial para os pacientes sentirem-se satisfeitos com a atenção de saúde recebida.

Muitos são os fatores que parecem desgastar ou prejudicar essa comunicação. Esses incluem aspectos do local do atendimento propriamente dito, a estrutura do sistema de saúde, os comportamentos dos profissionais e dos pacientes, bem como as características da interação entre ambos.

Os problemas de comunicação descritos acima podem acarretar conseqüências importantes no que se refere aos cuidados de saúde. Pacientes insatisfeitos possuem uma maior probabilidade de não voltarem a usar os serviços de saúde no futuro. Eles têm mais tendência a voltar aos serviços que satisfazem necessidades emocionais ao invés das necessidades médicas. Pacientes insatisfeitos têm menos probabilidade de fazer exames de rotina e tendem a procurar outro médico com freqüência.

Assim, constata-se que a interação insatisfatória entre o profissional de saúde e o paciente, além de aumentar os riscos da saúde dos pacientes, pois os afastam dos serviços, coloca problemas de custo e desperdício de tempo, comprometendo a resolutividade e a eficácia dos serviços de saúde.

DEMOCRATIZAÇÃO DE IDÉIAS

O desafio crucial que se coloca contemporaneamente para a saúde pública consiste em propor programas de intervenção culturalmente sensíveis e adaptados ao contexto no qual vivem as populações às quais são destinados. Esse desafio assume uma configuração mais nítida e contrastante quando se trata de populações vivendo em condições de pobreza e desigualdade social.

Segundo Bastos (2002) o incentivo à auto-responsabilidade e à participação da comunidade e dos cidadãos no planejamento, na organização, no funcionamento e no controle da atenção primária à saúde como requisitos indispensáveis à otimização do atendimento constitui-se também em recomendação da Organização Mundial da Saúde.

O processo saúde-doença influencia-se pela cultura, e no desenvolvimento de ações congruentes há que se considerar as diferenças entre a cultura profissional e pessoal de todos os envolvidos no cuidado. Analisar o contexto cultural do cliente é necessário para que se detectem as aproximações entre cuidado popular e profissional, para que este ocorra a partir de uma realidade específica, com mais qualidade.

As pessoas conhecem e definem as maneiras com que experimentam e percebem o cuidado em saúde, relacionando-as às suas crenças e práticas de saúde de acordo com a sua cultura, portanto as informações dos clientes podem orientar os profissionais no cuidado. O cuidado é uma necessidade humana essencial à saúde e sobrevivência da espécie, e todas as culturas possuem sistemas de práticas de cuidado de saúde profissionais e populares. A cultura serve para orientar o pensamento, as decisões e as ações dos grupos, a partir de seus valores, crenças, normas e práticas de vida.

O cuidado cultural de enfermagem leva a integralidade do cuidado ao considerar a totalidade e a perspectiva holística da vida presentes em fatores culturais e sociais, visão de mundo, valores culturais, expressões de linguagem e modelos populares e profissionais de saúde. Para que sejam congruentes, as ações ou decisões de cuidado de enfermagem devem ocorrer pela manutenção ou preservação; acomodação ou negociação; remodelação ou reestruturação do cuidado cultural.

Para tanto, conhecer a cultura dos clientes, acessando a interpretação do significado do cuidado e experiência de grupos culturais diversos é imprescindível às ações, tornando possível diminuir o distanciamento entre profissional e cliente, no sentido de melhorar a adaptação e aceitação das recomendações profissionais. É importante destacar que nos serviços de saúde o cliente geralmente assume um papel passivo e pouco (ou nada) participativo. Ainda que haja estímulo à sua participação no tratamento, esta se baseia na transmissão de informações prescritivas que nem inserem e nem promovem a autonomia do cliente no cuidado.

UMA BREVE DISCUSSÃO SOBRE ENSINO A DISTÂNCIA

Na atualidade, cada vez mais a sociedade de um modo geral, em relação ao conhecimento em particular, expõe demandas educativas novas que requerem profissionais com uma formação multidisciplinar capazes de enfrentá-las. Essas novas necessidades educativas geram, por sua vez, novos campos e contextos educativos, diferentes dos convencionais, em que se fazem necessárias intervenções educacionais especializadas, dirigidas por profissionais com competências específicas. Através do texto lido percebemos que os avanços tecnológicos proporcionam facilidade, agilidade e especificidades na formação de profissionais cada vez mais qualificados.
Por muito tempo a educação a distância tem sido alvo de preconceitos por ser um tipo de formação não presencial dizendo os mesmos (estudiosos na educação) que um aprendizado só se mostra eficaz a partir da presença do docente na retirada de dúvidas anexando a amostra de uma prática. É perceptível que isso não se conclui na íntegra visto que a educação a distância se mostra cada vez mais atuante no processo de formação profissional. Através da aplicação de tecnologias cada vez mais avançadas e inovadoras o processo educacional a distância se mostra consolidado de uma forma bem mais límpida. Percebemos também que este tipo de formação amolda ao estilo de vida do profissional capacitando-o para novas tecnologias através do acesso via web a informações transformando o meio de comunicação e aprendizado entre pessoas.
Por fim o processo educacional a distância propõe uma mudança de paradigmas onde o aluno a partir deste momento é o foco na busca do aprendizado utilizando meios interativos de comunicação e pesquisa utilizando o tripé conectividade - autonomia - comunicação.

IMPORTÂNCIA DO PRÉ-NATAL EM GESTANTES

Uma atenção pré-natal e puerperal de qualidade e humanizada é fundamental para saúde da mulher e da criança. A atenção às mesmas deve incluir ações de prevenção e promoção da saúde, além de diagnóstico e tratamento adequado dos problemas que ocorrem nesse período. Sabemos que é perceptível o aumento de registros de consultas de mulheres em postos de saúde principalmente com casos de gravidez na adolescência. Segundo dados do SIA-Datasus e AIH-Datasus de 2004 percebemos um aumento significativo de número de consultas de pré-natal por mulheres que realizam o parto no SUS.

Muitas foram as ações implantadas nestes serviços de atenção a mulher, mas ainda sim percebemos um serviço ainda comprometido da qualidade da atenção. Podemos confirmar isso através de dados como do numero de mortes por hipertensão arterial na gestação ser bem freqüente na realidade brasileira. Alem disso observamos uma não-consolidação da atenção ao puerpério sendo esta de extrema importância visto que na sua grande maioria o retorno da mãe aos postos de saúde se restringem basicamente com a avaliação e a vacinação dos recém nascidos. Observando estas ocasiões freqüentes entendemos a real necessidade de esforços coletivos de todos os setores ligados a saúde para termos uma eficaz e eficiente atenção pré-natal e puerperal.

Sabemos que gravidez não é doença, mas merece cuidados especiais. Mesmo que aparentemente você seja uma pessoa saudável.bMais do que isso. Nós como profissionais que somos devemos sempre exercer uma vigilância cuidadosa de todas as mudanças e adaptações do organismo da mãe e do desenvolvimento do bebê durante a gravidez, permitindo assim interferir de forma positiva no desenvolvimento da gestação

Nos nove meses de preparo para o nascimento do bebê, é importante garantir o acompanhamento da mãe por parte dos profissionais de saúde. Com os exames médicos realizados no pré-natal, é possível identificar e reduzir muitos problemas de saúde que costumam a atingir a mãe e seu bebê. São doenças, infecções ou disfunções que podem ser detectadas antes ou de forma precoce e tratadas de forma rápida. Hipertensão, anemia, infecção urinária e doenças transmissíveis pelo sangue de mãe para filho, como a AIDS e a sífilis são algumas das hipóteses que podem ser identificadas e tratadas no pré-natal. Com o acompanhamento pré-natal, as mulheres grávidas se sentem mais seguras, pois são informadas de que sua gestação segue bem. Quando há algum problema, a detecção precoce também auxilia o acompanhamento e pode auxiliar pra que ele não se desenvolva.

Como dito anteriormente de forma prévia às complicações da gestação, parto e puerpério constituem a décima causa de mortes em mulheres. Com um acompanhamento pré-natal e atenção aos partos adequados, consegue-se desta forma evitar a maior parte dessas mortes. As mulheres devem sempre estabelecer uma boa relação com seu cuidador. Dessa forma, as dúvidas são sanadas e a ansiedade é diminuida.

Por Hildson Leandro de Menezes

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Abstinência antes do casamento melhora vida sexual, diz estudo

Casais que esperam para ter relações sexuais depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória, segundo um estudo publicado pela revista científica Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia.

Pessoas que praticaram abstinência até a noite do casamento deram notas 22% mais altas para a estabilidade de seu relacionamento do que os demais.

As notas para a satisfação com o relacionamento também foram 20% mais altas entre os casais que esperaram, assim com as questões sobre qualidade da vida sexual (15% mais altas) e comunicação entre os cônjuges (12% maiores).

Para os casais que ficaram no meio do caminho - tiveram relações sexuais após mais tempo de relacionamento, mas antes do casamento - os benefícios foram cerca de metade daqueles observados nos casais que escolheram a castidade até a noite de núpcias.

Mais de duas mil pessoas participaram da pesquisa, preenchendo um questionário de avaliação de casamento online chamado Relate, que incluía a pergunta "Quando você se tornou sexualmente ativo neste relacionamento?".

Religiosidade

Apesar de o estudo ter sido feito pela Universidade Brigham Young, financiada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como Igreja Mórmon, o pesquisador Dean Busby diz ter controlado a influência do envolvimento religioso na análise do material.

"Independentemente da religiosidade, esperar (para ter relações sexuais) ajuda na formação de melhores processos de comunicação e isso ajuda a melhorar a estabilidade e a satisfação no relacionamento no longo prazo", diz ele.

"Há muito mais num relacionamento que sexo, mas descobrimos que aqueles que esperaram mais são mais satisfeitos com o aspecto sexual de seu relacionamento."

O sociólogo Mark Regnerus, da Universidade do Texas, autor do livro Premarital Sex in America, acredita que sexo cedo demais pode realmente atrapalhar o relacionamento.

"Casais que chegam à lua de mel cedo demais - isso é, priorizam o sexo logo no início do relacionamento - frequentemente acabam em relacionamentos mal desenvolvidos em aspectos que tornam as relações estáveis e os cônjuges honestos e confiáveis."

Fazer a sesta ajuda a consolidar a memória, dizem cientistas

O melhor meio de não esquecer uma poesia ou um teorema que uma pessoa acaba de aprender, pode ser o simples ato de fazer a sesta, consideram cientistas alemães, eles mesmos surpreendidos com a descoberta.

Suas experiências, publicadas na revista Nature Neuroscience, mostram, com efeito, que o cérebro resiste melhor durante o sono a tudo o que pode misturar ou alterar uma lembrança recente.

Estudos precedentes já haviam provado que a memória recente, estocada temporariamente numa região do cérebro chamada hipocampo, não se fixa imediatamente. Sabe-se, também, que a reativação das lembranças, pouco tempo após serem adquiridas, desempenha um papel determinante em sua transferência para a zona de estocagem permanente, o neocórtex, espécie de "disco rígido" do cérebro.

Mas, por exemplo, aprender um segundo poema no intervalo pode tornar mais difícil gravar o primeiro na memória longa.

Partindo do princípio de que o sono não tivesse nenhuma influência neste processo, Bjorn Rasch e seus colegas da Universidade de Lübeck (Alemanha) quiseram se assegurar numa experiência.

Pediram então a 24 voluntários que memorizassem 15 pares de cartas com imagens de animais e objetos comuns. Quarenta minutos mais tarde, a metade dos que foram mantidos despertados, precisaram memorizar uma outra série de cartas levemente diferentes.

A outra metade, os doze outros voluntários, tiveram o direito de fazer uma curta sesta antes de memorizar a segunda série de cartas.

Os dois grupos foram testados em seguida sobre sua capacidade de se lembrar da primeira série.

Para grande surpresa dos cientistas, os que dormiram um pouco tiveram um desempenho melhor, lembrando-se, em média, de 85% das cartas, contra 60% entre os que foram mantidos acordados.

"Pensamos que a razão deste resultado inesperado é que a transferência das lembranças entre o hipocampo e o neocórtex havia começado já nos primeiros minutos de sono", explicou Susanne Diekelmann, responsável pelo estudo.

Após um sono de apenas 40 minutos, uma quantidade importante de lembranças já havia sido "telecarregada" numa zona do cérebro na qual "não podiam mais ser misturadas por novas informações tratadas no hipocampo", explicou ela.

Segundo Diekelmann, o efeito benéfico das siestas na consolidação da memória poderia ter implicações interessantes para as atividades de aprendizagem intensiva, como a de línguas estrangeiras.

O processo poderia também beneficiar as vítimas da síndrome de estresse pós-traumático, uma doença que atinge as pessoas que viveram situações extremas (acidente grave, atentado, agressão, etc.), ajudando-as a reconfigurar suas lembranças.

Ruído de trânsito aumenta risco de derrame em idosos, diz estudo

A exposição ao ruído de trânsito aumenta o risco de derrame em com 65 anos ou mais, segundo estudo publicado esta quarta-feira (26) na edição online da revista especializada European Heart Journal.

Na pesquisa feita com mais de 50 mil pessoas, cada 10 decibéis a mais de barulho de trânsito aumenta o risco de derrame em 14%, em média, em todos os grupos etários.

Para aqueles abaixo dos 65 anos, o risco não foi estatisticamente significativo. Mas a probabilidade aumentou enormemente no grupo de pessoas com mais de 65 anos, aumentando 27% para cada 10 decibéis a mais de barulho.

Acima de 60 decibéis, o risco de derrame aumentou ainda mais, afirmaram os cientistas.

Uma rua movimentada pode facilmente gerar níveis de ruído entre 70 e 80 decibéis. Comparativamente, um cortador de grama ou uma serra elétrica atingem de 90 a 100 decibéis, enquanto um avião a jato produz 120 decibéis de ruído na decolagem.

"Estudos anteriores vincularam o ruído do tráfego a uma elevação da pressão sanguínea e de ataques cardíacos", disse o chefe das pesquisas, Mette Sorensena, da Sociedade Dinamarquesa de Câncer.

"Nosso estudo demonstra que a exposição ao ruído de tráfego parece aumentar o risco de derrame", acrescentou.

O estudo revisou históricos médicos e de residência de 51.485 pessoas que participaram da pesquisa Dieta Dinamarquesa, Câncer e Saúde, realizada em Copenhague e arredores entre 1993 e 1997.

Um total de 1.881 pessoas sofreu derrame neste período.

Segundo o artigo, 8% de todos os casos de derrame e 19% destes casos registrados em pessoas acima dos 65 anos poderiam ser atribuídos ao barulho do trânsito.

Os cientistas sugerem que o ruído atua como um fator de estresse e perturbador do sono, o que resulta na elevação da pressão sanguínea e da frequência cardíaca, bem como no aumento do nível de hormônios de estresse.

O estudo contabilizou os efeitos da poluição do ar, da exposição ao ruído de trens e aviões e uma série de fatores de estilo de vida, potencialmente desconcertantes, como o tabagismo, a alimentação e o consumo de álcool.

Os participantes da pesquisa viviam, em sua maioria, em áreas urbanas e, portanto, não representavam a totalidade da população em termos de exposição ao ruído do trânsito.

A proximidade com este barulho também está relacionada com a classe social, uma vez que os mais abonados conseguem pagar para morar em regiões mais silenciosas.

Consumo de gorduras saturadas e trans aumenta risco de depressão

Pesquisadores das universidades espanholas de Navarra e Las Palmas de Gran Canaria demonstraram que existe uma relação entre a ingestão de gorduras trans e saturadas e o risco de sofrer depressão.

Este é o resultado de um estudo realizado durante seis anos com 12.059 voluntários, cuja dieta, estilo de vida e doenças foram analisados.

Segundo o centro acadêmico de Navarra, nenhum voluntário sofria de depressão no início do estudo, mas no final foram detectados 657 casos.

Os participantes com um elevado consumo de gorduras tipo trans - presentes de forma artificial na confeitaria industrial e em fast-food, e de forma natural em alguns produtos lácteos - apresentaram um risco de depressão de até 48% maior que os participantes que não as consumiam.

Assim explicou Almudena Sánchez-Villegas, professora titular de Medicina Preventiva da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, principal autora do trabalho.

Além disso, o estudo revelou uma relação dose-resposta "de modo que quanto mais gorduras trans eram consumidas, maior efeito prejudicial era causado nos voluntários", afirmou a especialista.

A equipe dirigida por Miguel Ángel Martínez-González, catedrático de Medicina Preventiva da Universidade de Navarra, analisou também a influência das gorduras poli-insaturadas - abundantes em pescados e óleos vegetais - e as do azeite de oliva.

"Descobrimos que este tipo de gordura mais saudável, junto ao azeite de oliva, estão associadas a uma redução do risco de sofrer depressão", ressaltou o pesquisador e diretor do projeto.

Os especialistas advertem que nos últimos anos a incidência da depressão aumentou, atingindo 150 milhões de pessoas no mundo, tornando-se a principal causa de perda de anos de vida nos países de renda per capita média.

Isto se deve, segundo Almudena, "a uma mudança radical nas fontes de gorduras consumidas nas dietas ocidentais", onde foram substituídos alguns tipos de gorduras boas - poli-insaturadas e monoinsaturadas de frutos secos, óleos vegetais, azeite de oliva e pescados - pelas saturadas e trans - de carnes, manteigas, confeitaria industrial e fast-food -.

A pesquisa, publicada na revista médica PLoS ONE, foi realizada em uma população com uma ingestão baixa de gorduras trans, já que estas só representavam 0,4% da energia total ingerida pelos voluntários.

"Apesar disso, observamos um aumento do risco de depressão próximo a 50%. Daí a importância do estudo especialmente para países como os EUA, onde a percentagem de energia procedente destes alimentos ronda 2,5%", concluiu Martínez-González.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Quase um quarto dos brasileiros sofre de depressão pós-férias, mostra estudo


Você acaba de voltar das férias e já sente uma falta de energia inexplicável, dores no corpo e um desânimo enorme ao cumprir suas obrigações? É bem provável que você esteja com depressão pós-férias, mal que aflige 23% dos brasileiros, segundo estudo realizado pela Isma-BR (International Stress Management Association no Brasil), instituição voltada para a investigação e gerenciamento do estresse.

Você já sofreu de depressão pós-férias?


A pesquisa contou com 540 profissionais de 25 a 60 anos de idade, residentes em São Paulo e em Porto Alegre, com uma média de tempo de trabalho de 12 anos.

Entre os participantes com diagnóstico de depressão pós-férias, os sintomas mais comuns foram dores musculares, incluindo cefaleia (comum a 87% deles), cansaço (83%), angústia (89%) e ansiedade (83%). Do total, 68% afirmaram usar medicamentos e 52% citaram o consumo de álcool como forma de aliviar o mal-estar.

A depressão pós-férias não deve ser confundida com o desconforto da segunda-feira, ou após um feriado prolongado, que produz sintomas menos intensos e duradouros, segundo a presidente da Isma-BR, Ana Maria Rossi.

Os profissionais mais vulneráveis à depressão pós-férias, segundo o levantamento, foram os de finanças, saúde, informática e aqueles que estão fora de sua área de formação.

De acordo com Rossi, o mal-estar na volta ao trabalho não costuma durar mais do que duas semanas, tempo que corpo e mente levam para se readaptar à velha rotina.

Mas os sintomas são um indicativo de descontentamento com o ambiente de trabalho ou com o próprio ofício. A pesquisa mostrou que 93% das vítimas de depressão pós-férias se sentem insatisfeitas profissionalmente; 86% não veem possibilidade de promoção ou desenvolvimento; 71% consideram o ambiente de trabalho hostil ou pouco confiável; e 49% têm conflitos interpessoais no local de serviço.

Outro ponto detectado é que, quanto mais tempo no mesmo emprego, maiores as chances de sofrer de depressão pós-férias. “Muita gente sabe que o trabalho lhe faz mal, mas não sai por causa do salário ou de algum outro tipo de benefício”, descreve. Essa relação de dualidade traz muita culpa e angústia, principalmente quando não há perspectivas de mudança: “Quando a pessoa sabe que o sofrimento é temporário, pois decide que vai ficar naquele trabalho só até cumprir determinada meta, fica mais fácil lidar com a insatisfação”, pondera.

Busque compensações

A especialista ensina que, no mundo ideal, a solução mais adequada para o problema seria buscar um emprego que proporcionasse mais satisfação. “Mas a gente sabe que isso não é tão simples”, admite.

A saída, então, é buscar compensações para a falta de motivação, procurando os amigos, dedicando-se a algum hobby prazeroso ou fazendo algum trabalho voluntário. “Sentir-se gratificado e saber que sua colaboração tem valor é importante até para manter a sanidade”, justifica.

Fracione as férias

Outra maneira de reduzir o risco de depressão pós-férias é fracionar o período de descanso. Rossi garante que os benefícios da medida já foram comprovados em pesquisas do Isma e de outras instituições. No entanto, a legislação brasileira só permite que a pessoa divida as férias em no máximo dois períodos de 15 dias.

A especialista acredita que pelo menos três pausas de dez dias são o ideal, pois exigem menor mobilização para deixar as coisas em ordem antes de sair e evitam o acúmulo de pressões e demandas. “Quando o efeito da pausa anterior passa, a pessoa já tem um novo período de descanso”, relata.

Não adie o descanso


Se você é do tipo que ama o que faz ou é viciado em trabalho, as férias podem até ser motivo de estresse. Nesse caso, o conselho é conciliar o período de descanso com algum curso. Como ressalta Rossi, deixar de fazer pelo menos uma pausa ao longo do ano prejudica muito a produtividade. E isso é algo que nem você, nem a empresa para a qual trabalha, vão querer que aconteça.

Consumir mais do que 1500 mg de sal por dia é prejudicial à saúde

De acordo com a American Heart Association o consumo de sal deve ser drasticamente reduzido, devido aos vários efeitos prejudiciais do sódio. Uma quantidade diária superior a 1500 mg pode ser considerada muito prejudicial. À medida que a quantidade de sal ingerida aumenta, a pressão arterial também se eleva, assim como os riscos que essa condição traz à saúde. O excesso de sal também pode causar doenças no coração, rins e coágulos sanguíneos. Autores de um alerta publicado pela associação afirmam que “Até mesmo uma redução modesta em consumo – digamos 400 mg por dia – produziriam benefícios substanciais”.

O problema é tão sério que essa associação prevê que 90% dos americanos vão desenvolver hipertensão. Nos Estados Unidos, atualmente, o consumo de sal é o dobro da quantidade recomendada. Alimentos processados e refeições em restaurantes contêm 77% dessa quantidade, por isso, o governo americano e a American Heart Association se uniram em uma iniciativa que trabalha com a indústria alimentícia. O objetivo é reduzir a quantidade de sódio em alimentos vendidos em restaurantes e também em alimentos empacotados. “Nós estamos dando aos consumidores a liberdade de selecionar comidas que possam permitir que eles acatem às recomendações quanto ao sódio e melhorem sua saúde cardiovascular”, diz Ralph Sacco, presidente da American Heart Association.

Médicos alertam para risco das dietas de desintoxicação

As dietas de desintoxicação, que prometem livrar o organismo de agrotóxicos e melhorar o metabolismo, não passam de enganação, dizem especialistas.
Esses regimes, populares no verão, elegem alimentos e receitas que seriam capazes de "limpar" o fígado.
São poucos dias de um cardápio radical, com muito líquido, frutas e combinações duvidosas --como limão com água morna ou pimenta.
"Dieta de desintoxicação é um dos maiores mitos que eu conheço. Nenhum cardápio desintoxica o fígado", diz Raymundo Paraná, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.
Segundo o médico, uma das funções do fígado é justamente transformar substâncias nocivas em neutras.
Além disso, a comida, mesmo que em grandes quantidades, não é tóxica, de acordo com Marcio Mancini, endocrinologista do Hospital das Clínicas de SP.
"Não ficamos intoxicados depois de festas em que comemos muito. Nosso organismo compensa os excessos. Podemos nos intoxicar apenas com drogas, medicamentos, álcool ou metais pesados, mas é a longo prazo."
Uma dieta de "detox" radical, que exclua grupos de alimentos, pode causar anemia, deficiência de vitaminas e, pior, intoxicar o fígado.
"O chá-verde, em excesso, é comprovadamente tóxico", afirma Paraná, da Sociedade de Hepatologia. O chá é um dos ingredientes mais usados no "detox".

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A psicóloga Mana Mendonça, 34, já fez dias de "detox" só com líquidos, mas sua receita preferida é a de um suco verde, que ela bebe todos os dias pela manhã.
"Vai couve, pepino, cenoura, maçã e linhaça. No começo, eu achava bem ruim e fedido. Hoje acho gostoso."
Ela acredita que a bebida tira as toxinas do corpo e ajuda a emagrecer. "Eu me sinto leve e, quando não tomo, sinto diferença. Meu intestino não funciona direito."
Para a homeopatia, apesar de o organismo eliminar toxinas, dietas de desintoxicação são necessárias.
"O açúcar refinado, a gordura que ingerimos, tudo isso dificulta a eliminação de substâncias nocivas. A intoxicação impede a saúde plena", afirma Carlos Alberto Fiorot, presidente da AMHB (associação de homeopatia).
Para o nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, essas dietas só têm efeito psicológico.
"A pessoa toma mais líquidos, come frutas, o intestino funciona melhor e ela tem a sensação de que está se desintoxicando. Mas não serve para nada."